sexta-feira, 13 de julho de 2012

Crítica de On the Road feita pelo site Omelete

Li On The Road pela primeira vez não muito depois de ter mudado para Porto Alege. Eu tinha acabado de começar a faculdade de jornalismo, ainda incerta sobre os rumos que queria tomar. Da leitura de uma edição da coleção L&PM Pocket, impulsionada pela empolgada introdução do tradutor Eduardo Bueno, veio a descoberta dos Beats, principalmente Allen Ginsberg, do jazz, e de um gosto novo por ler, escrever, ver, descobrir.

Essa é a grande qualidade do livro de Jack Kerouac, a de despertar. Escrito em 1951, a lenda coloca a prosa espontânea parcialmente autobiográfica em um rolo de papel de quase 40 metros, datilografado ao longo de três semanas sob os cuidados de muito café (adoçado com benzedrina) e acompanhado por uma rádio de Bepop (o estilo de jazz frenético nascido da década de 40 que combina improvisação e virtuosismo). A publicação veio apenas em 1957, após inúmeras tentativas frustradas e um longo processo de edição, se transformando não apenas em um marco da Geração Beat – aquela que experimentou, liberou sexualmente, flertou com o budismo, rejeitou o materialismo e transformou a sociedade contemporânea, tornando possíveis muitas das liberdades básicas que desfrutamos hoje -, mas em um acontecimento importante de muitas vidas ilustres, como as de Bob Dylan, Hunter S. Thompson, Tom Waits, Jim Morrison, Francis Ford Copolla, Johnny Depp e do diretor brasileiro Walter Salles.

É desse respeito, dessa noção de antes e depois causada pelo livro de Kerouac, que nasce o Na Estrada de Salles. A versão para o cinema da história de como o alucinado vagabundo de Denver, Dean Moriarty (Garrett Hedlund), mudou a vida de Sal Paradise (Sam Riley), se apresenta orgânica, fiel e inspirada. Da fotografia bela e certeira do francês Eric Gautier (Diários de Motocicleta, Na Natureza Selvagem), da escolha da trilha sonora, ora frenética pelo jazz, ora melancólica como o blues, às atuações de um elenco que se manteve fiel ao projeto por oito anos, o filme é resultado prático do despertar causado pela leitura de On The Road.


Leia o resto da resenha de Natália Bridi no Omelete ClicandoAqui


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