sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Cinema Uol Brasil faz critica negativa Para Amanhecer I





Com cenas rodadas no Brasil, “Amanhecer – Parte 1″ ainda se ressente da pobreza dos livros de Stephenie Meyer
Com cenas rodadas no Brasil durante dez dias, no Rio de Janeiro e em Paraty, “A Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte 1″ chega nesta sexta (18) aos cinemas de vários países para dar inicio ao epílogo da série de filmes inspirados nos livros escritos por Stephenie Meyer
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Fenômeno de público, “A Saga Crepúsculo” não prima pela excelência cinematográfica. Dirigidos por Catherine Hardwick (“Crepúsculo”), Chris Weitz (“Lua Nova”) e David Slade (“Eclipse”), os três primeiros filmes são pobres do ponto de vista formal, apoiados em uma gramática visual capenga, com efeitos primários e sem muita criatividade para contornar a pobreza da matéria prima.

A contratação de Bill Condon (“Deuses e Monstros”, “Dreamgirls”) para dirigir os dois segmentos finais da história foi uma tentativa de dar mais consistência aos filmes. Cineasta experiente, Condon colocou ordem na casa – a primeira parte do fim está acima das realizações anteriores. Ainda assim, o grande obstáculo continua sendo a origem de tudo: os livros de madame Meyer.


“Amanhecer – Parte 1″ mostra o resultado da escolha de Bella Swan (Kristen Stewart) entre Edward Cullen (Robert Pattinson) e Jacob Black (Taylor Lautner). Os principais momentos do filme, o casamento e a lua-de-mel no Brasil, com quase 20 minutos de imagens rodadas no país, mostram a consumação do amor da jovem protagonista e as consequências da miscigenação entre uma humana e um vampiro. Sem falar nos efeitos colaterais que abalam a trégua entre vampiros e a matilha de lobisomens.

A gravidez de Bella e a recusa do casal em transformá-la em vampira surge como um grande problema, que conta com a cumplicidade do reticente Jacob, dividido entre o amor não correspondido e a lealdade à matilha, para resolver o nó. Esse é o gancho para o grande final esperado e antecipado pelos fãs.
Não se pode condenar o trio de atores principais e o numeroso elenco secundário por suas atuações. A maior parte deles faz o que pode para dar alguma consistência aos personagens, especialmente os vampiros, que carregam a tosca maquiagem branca que os torna pálidos.

A metáfora proposta pela saga idealizada por Meyer, uma escritora de crença mórmon, é a manutenção do amor romântico, a abstinência sexual (antes do casamento) e os valores da família. O romantismo é apenas pano de fundo para disseminar entre os jovens a crença – conservadora – de que estamos vivendo um período de liberdades extremas e muita irresponsabilidade. Essa sim uma herança maligna deixada por quase dez anos de conservadorismo tacanho sob a América de Bush Jr.

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