quinta-feira, 7 de abril de 2011

Dois Novos Reviews sobre ‘Água para Elefantes’



“Água para Elefantes dirigido por Francis Lawrence é um belo e romântico filme com muitas emoções. Um filme de Hollywood feito para relembrar o cinema tradicional americano. Belo panorama, uma bela história e final feliz… e não esqueçamos os atores incríveis. Robert Pattinson está simplesmente excelente e ainda mais bonito e sedutor do que nunca. Muito distante do personagem Edward Cullen, ele interpreta um veterinário em um circo durante os anos 30. Nesse papel ele prova que é um excelente ator. Reese Witherspoon está igualmente boa e sua química com Robert é linda… não há dúvidas de que esse filme se tornará o grande sucesso que merece ser. As pessoas certamente falarão sobre ele por muito tempo.”





“Boa notícia para fãs de filmes românticos, Água para Elefantes respeita as regras do gênero perfeitamente. Um herói simples, uma femme fatale presa a um marido tirano, um amor impossível… todos os ingredientes estão aí para fazer esse novo filme dirigido por Francis Lawrence um sucesso, especialmente devido ao seu elenco dos sonhos. Água para Elefantes é uma surpreendente guinada para o diretor de Constantine e Eu sou a Lenda. Os receios em relação à sua pouca familiaridade com o gênero romântico foram compreensíveis, mas neste filme ele rapidamente prova que entendeu os anseios de seu novo público.
Água para Elefantes põe em perfeitas proporções os ingredientes necessários para fazer um filme romântico tradicional sem acrescentar muito açúcar à mistura. Porém, uma coisa poderia ter sido excluída do início: um idoso contando sua história, narrando com uma voz de fundo – a abertura é, na verdade, a única coisa ruim do filme. Uma vez que ele nos leva de volta ao passado do mocinho, Jacob (Robert Pattinson) a história muda sem dificuldade para um cenário  clássico muito bem construído, baseado não somente em temas românticos, mas também no universo nômade no qual os personagens se desenvolvem. Um universo que Lawrence escolheu transportar não através do prisma da fantasia barroca ou dos sonhos, mas com realismo, com toda a miséria social que aquele período da Grande Depressão ocasionou. A dimensão metafórica do trem cujos empregados se tornaram inúteis é inevitável. É esse o contexto no qual Robert Pattinson interpreta o personagem arquétipo de um jovem educado que ficou desamparado após a morte dos pais, que se torna um estranho em seu próprio mundo e decide abandoná-lo. Como você deve esperar, ele apaixona-se por Marlena (Reese Witherspoon), a esposa de August (Christoph Waltz), o chefe inconstante e violento.
Com ambiciosa direção de arte, o charme de Água para Elefantes obviamente também recai sobre seu elenco: Robert Pattinson e Reese Witherspoon formam um casal muito atraente nas telas. Distanciando-se de Crepúsculo e recentemente visto em Remember MeRobert Pattinson prova neste filme que seu talento não se limita a retratar bonitões e interpreta um Jacob muito amável, armado com seu sorriso pueril. No entando Francis Lawrence algumas vezes perde a oportunidade de dar mais sensualidade nas cenas entre o herói e sua parceira. O cineasta trata de elevar as tensões à altura de um triângulo amoroso, com Christoph Waltz primorosamente no papel do poderoso psicopata que é ao mesmo tempo assustador  e imprevisível. Este foi feito em um estilo diferente ao de Tarantino. E ainda, as emoções são verdadeiramente intensificadas através da personagem Rosie, a elefanta que se tornará o objeto de uma luta pelo poder dentro do circo e no coração de Marlena. Amantes de animais, este filme é para vocês.
Então sim, com seus temas familiares e momentos melodramáticos (que foram feitos com bom gosto e não muito evidentes), essa nova criação de Francis Lawrence é um daqueles filmes românticos que rapidamente encontrarão seu caminho ao coração das pessoas. Ele demonstra que o clacissismo em um filme nem sempre é uma desvantagem. Água para Elefantes é como um daqueles doces que, desde que não sejam comidos com tanta frequência, pode trazer à vida os sonhos mais maravilhosos.”

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